A modernização da cadeia de produção do café na província do Bengo ganhou novo impulso, com a entrega de cinco máquinas de descasque aos produtores associados à Cooperativa Recafé, num investimento financiado pelo Fundo de Desenvolvimento do Café em Angola. Os equipamentos, avaliados em mais de 1 milhão de kuanzas cada, possuem capacidade para processar mais de 100 sacos de café de 60 kg por mês. permitindo aos produtores melhorar a qualidade do produto final e aumentar o valor comercial da produção.
Até então, muitos produtores da região eram obrigados a comercializar o café ainda com casca, devido à falta de meios de processamento. situação que reduzia significativamente o preço de venda e provocava prejuízos aos produtores. de acordo com Ernesto Gonçalves, presidente da Recafé no Bengo. “É pela primeira vez que a província do Bengo recebe descasque. Esse é um financiamento que proveio do Fundo de Desenvolvimento do Café em Angola.”
“Teremos maior facilidade, porque são máquinas móveis. Temos o nosso café na fazenda, nosso próprio, ou aquele que adquirimos do produtor familiar. Não é necessário levar todo o café com a sua palha. No local, nós descascamos o café e somente levamos já o café comercial. Quer dizer, é um produto já com certo valor acrescentado.”
“E também o preço do café comercial é diferente do preço do café Mabuga. Quer dizer que são 102 sacos por mês de café Mabuga. Cada saco são 60 quilos.” Ernesto Gonçalves, presidente da Cooperativa Recafé, no Bengo, destacou ainda que o café angolano continua entre os mais procurados a nível do mercado internacional, com particular destaque para o café Ambriz e Cazengo, produzidos na província do Bengo.
Apesar da crescente procura, a produção ainda se revela insuficiente para satisfazer as necessidades do mercado externo. Dados avançados indicam que, a nível local, a produção ronda atualmente às 45 toneladas, sendo grande parte destinada à exportação para países da Europa, América e Ásia. O mercado está bom. Tem estado a rondar a 3 dólares e há momentos que chega mesmo a 4 dólares o quilo do café lá fora.
E os nossos cafés são cafés bastante procurados no mercado internacional. Tanto o Ambriz como o Cazengo são procurados. Estão contados entre os 4 ou 5 milhões de cafés do mundo. No Robusta. Os nossos cafés vão mais para a Europa.
A América também solicita muito café da Angola. E a Ásia, que é um mercado muito grande, um mercado chinês, que está aberto, que está aderindo, está trocando o chá pelo café. também tem estado a procurar o nosso café bastante. Ernesto Gonçalves, presidente da Cooperativa Recafé, na Província do Bengo. A reportagem, Rádio Nacional de Angola.
Carlos Miranda, Pedro e Vladimir Afonso, em Caxito.


