A presidente do Conselho de Administração do Fundo de Desenvolvimento do Café, Sara Bravo, anunciou que a instituição está a reforçar os apoios aos cafeicultores angolanos, com fornecimento de inputs e estímulo à abertura de novas áreas de produção.
Segundo a gestora, o apoio não se limita ao café, abrangendo também culturas como cacau, caju e palmar, em várias províncias do país. Entre as entidades beneficiadas destacam-se a Cooperativa Nempanzu Futila, no Soio, que recebeu apoio para produção de caju, a Cooperativa dos Produtores de Café, Madeira e Criadores de Gado, em Malanje, e a empresa JMV, em Ambuim e Kassongue, para produção de mudas de café.
Sara Bravo recordou ainda que em 2019 o Fundo apoiou explorações agrícolas em Cabinda, financiando mão de obra para poda, plantio e colheita, ação que contribuiu para o aumento das áreas cultivadas e dos níveis de produção nos quatro municípios da província.
Cadastro e parcerias internacionais
Atualmente, o Fundo do Café está a cadastrar todos os produtores nacionais, num processo que visa atrair investimentos e estabelecer parcerias estrangeiras para o desenvolvimento do setor. Bravo reforçou que o café angolano é cada vez mais procurado nos mercados internacionais pela sua qualidade, o que incentiva a expansão da produção.
A responsável destacou ainda que foi aprovado recentemente um plano de importação de sementes melhoradas, incluindo de café, para apoiar a modernização da agricultura nacional.
“Encorajamos os empresários a investir no setor do café, pois além de garantir rentabilidade, contribui para o fortalecimento da economia e a inserção de Angola no mercado global”, sublinhou a presidente do Fundo.